





Carta de Abertura por Bonna
Sempre acreditei que a casa ideal não é um lugar,
é uma tradução sensível de quem a habita.
Entre Ipanema, Richmond, Naples e Firenze,
minhas casas foram se tornando espelhos do tempo e do mundo.
Espaços que acolhem não apenas móveis, mas memórias.
Não apenas estilos, mas histórias.
Cada uma delas guarda silêncios que reconheço de longe,
texturas que falam mais do que palavras,
e uma delicadeza nos detalhes que só se aprende com o tempo.
E com o olhar atento.
Esse livro nasce do desejo de compartilhar esse olhar.
Não como um portfólio, mas como um convite.
A caminhar por interiores que cruzam culturas,
a perceber o valor do que é feito com alma,
a entender que a verdadeira sofisticação
vive naquilo que resiste ao tempo.
Me interessa o que permanece.
O que tem passado, e ainda assim, futuro.
Aqui, tradição e contemporaneidade não se opõem.
Convivem.
Como convive o mármore italiano com a luz do Rio,
o silêncio inglês com o calor da Flórida,
a arte da imperfeição com a precisão de um traço bem resolvido.
Minha casa ideal é aquela que carrega mundo,
e o traduz com leveza e profundidade.
É o que você encontrará nas próximas páginas.
Com verdade, com elegância, com memória.
Com carinho,
Bonna